Fui ao Ermal com os meus pais, quando chegamos lá estava
apenas um casal com uma filha, ela devia ter a minha idade. O rio estava muito
vazio porque estávamos no Verão. Sentamo-nos numa das mesas á beira do café, o
casal estava na outra mesa.
-Bom dia. – disse o meu pai ao chefe da outra família
-Bom dia, esta bom tempo não esta?
-Sim está, por isso decidi trazer a minha mulher e a minha
filha ao Ermal.
-Eu também esta é a minha mulher Carolina e a minha filha Juliana.
-A minha esposa é a Maria e eu sou o João, a minha filha é a
Luisa.
-Pai eu vou para ali está bem?
-Sim Luísa!
O meu pai foi sempre do tipo de pai que fala muito, por isso
sai dali. Olhei para as horas, eram quase 12:00, porque quando fosse já podia
ir para a água. Sentei-me á beira da água e pensei no Mário e na Patrícia. O Mário
está sempre a atirar-se a Patrícia pois ele gosta dela e bem ela às vezes
parece que gosta dele. Mas ela até tem namorado. Eu gosto da Tixa desde o 1º período.
Considero-me bissexual, bem já gostei de rapazes e agora gosto de raparigas.
-Posso? – era a rapariga, filha daquele casal
-Sim claro.
-Também estás a achar uma seca estar aqui?
-Completamente, vim para aqui para pensar. Costumo fazer isto
desde pequena. Gostei desde sempre de para aqui mas de repente isto é demasiado
silencioso. Podes-me chamar por Lou. E tu?
-Juliana mas podem-me chamar Lia.
-Pareces meia triste! Passa-se alguma coisa? Quer dizer se
quiseres podes não dizer nada. Por vezes é mais fácil falar com desconhecidos
do que com conhecidos.
- O meu pai recebeu uma oferta de trabalho e vamos mudar de
casa e escola. Vou ficar sozinha, sem ninguém para falar, sem amigos e o mais
importante vou ficar sem o Mário.
-Mário, asserio? Pum! Vais ver que tudo vais ficar bem. Vais
arranjar montes de amigos e namorados. És gira por isso vais ser fácil.
-Não sou nada! Neste momento não me sinto bela.
-Mas és. Quem me dera ser como tu.
-Não queiras. Eu sou uma pessoa complicada. Tu até és bonita,
se fosses um gajo comia-te toda! Ahahahahahahahah!
-Ahahahahahahahah, também te comia toda.
-Asserio que os nossos pais estão a jugar á sueca!?
-Parece que sim. Que seca.
-Seca? Se estás comigo isto vai ser tudo menos seca, Lou.
-Estás-me a assustar, ahahahahaha.
-Vamos dar um mergulho.
-Sim vamos.
Tirei a t-shirt e os calções e a Lia fez o mesmo, ela era
mesmo bonita.
-Está fria Lia!
-Só fica fria por um bocado. Vamos juntas. – A Lia deu-me a
mão. A sua mão estava fria e mulhada por causa da água. Entramos para a água e
ambas demos um mergulho.
-Continuo a achar que a água está fria! Aqueles gajos estão a
olhar para nós!
-Ai estão? Então vamos lhes dar um motivo para olhar.
-Como?
A Lia aproximou-se de mim, lentamente e beijou-me o pescoço,
seguido de um bate-chapas.
- Lou, ainda estão a olhar para nós?
-Ah, sim. Já estou refrescada por isso acho que vou ver se já
é para comer.
-Também vou contigo. – deu-me a mão
Tudo isto acontecera tão rápido o beijo, fora bom. Ela não
disse nada a cerca disso. Nunca fui beijada daquele geito, e ela quando me dá a
mão parece que estamos juntas desde sempre.
-Em que estás a pensar Lou?
-Em nada. Em tudo, bem não sei. – dei um beijo na face á Lia,
ela sorriu
-Se eu podesse ficava aqui contigo para sempre.
-Eu não posso fazer isto! Tenho que ir!
-Lou não estamos a fazer nada de anormal!
-Ai não? Tu e eu!? Duas raparigas a se beijarem, a ter
ligações.
-Estás a stressar sem ser preciso.
-Eu não posso gostar de raparigas!
-Que rapariga é que gostas?
Sai da beira da Lia sem olhar uma única vez para tras.
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