quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Story: Lia e Lou - 1º capitulo


Fui ao Ermal com os meus pais, quando chegamos lá estava apenas um casal com uma filha, ela devia ter a minha idade. O rio estava muito vazio porque estávamos no Verão. Sentamo-nos numa das mesas á beira do café, o casal estava na outra mesa.

-Bom dia. – disse o meu pai ao chefe da outra família

-Bom dia, esta bom tempo não esta?

-Sim está, por isso decidi trazer a minha mulher e a minha filha ao Ermal.

-Eu também esta é a minha mulher Carolina e a minha filha Juliana.

-A minha esposa é a Maria e eu sou o João, a minha filha é a Luisa.

-Pai eu vou para ali está bem?

-Sim Luísa!

O meu pai foi sempre do tipo de pai que fala muito, por isso sai dali. Olhei para as horas, eram quase 12:00, porque quando fosse já podia ir para a água. Sentei-me á beira da água e pensei no Mário e na Patrícia. O Mário está sempre a atirar-se a Patrícia pois ele gosta dela e bem ela às vezes parece que gosta dele. Mas ela até tem namorado. Eu gosto da Tixa desde o 1º período. Considero-me bissexual, bem já gostei de rapazes e agora gosto de raparigas.

-Posso? – era a rapariga, filha daquele casal

-Sim claro.

-Também estás a achar uma seca estar aqui?

-Completamente, vim para aqui para pensar. Costumo fazer isto desde pequena. Gostei desde sempre de para aqui mas de repente isto é demasiado silencioso. Podes-me chamar por Lou. E tu?

-Juliana mas podem-me chamar Lia.

-Pareces meia triste! Passa-se alguma coisa? Quer dizer se quiseres podes não dizer nada. Por vezes é mais fácil falar com desconhecidos do que com conhecidos.

- O meu pai recebeu uma oferta de trabalho e vamos mudar de casa e escola. Vou ficar sozinha, sem ninguém para falar, sem amigos e o mais importante vou ficar sem o Mário.

-Mário, asserio? Pum! Vais ver que tudo vais ficar bem. Vais arranjar montes de amigos e namorados. És gira por isso vais ser fácil.

-Não sou nada! Neste momento não me sinto bela.

-Mas és. Quem me dera ser como tu.

-Não queiras. Eu sou uma pessoa complicada. Tu até és bonita, se fosses um gajo comia-te toda! Ahahahahahahahah!

-Ahahahahahahahah, também te comia toda.

-Asserio que os nossos pais estão a jugar á sueca!?

-Parece que sim. Que seca.

-Seca? Se estás comigo isto vai ser tudo menos seca, Lou.

-Estás-me a assustar, ahahahahaha.

-Vamos dar um mergulho.

-Sim vamos.

Tirei a t-shirt e os calções e a Lia fez o mesmo, ela era mesmo bonita.

-Está fria Lia!

-Só fica fria por um bocado. Vamos juntas. – A Lia deu-me a mão. A sua mão estava fria e mulhada por causa da água. Entramos para a água e ambas demos um mergulho.

-Continuo a achar que a água está fria! Aqueles gajos estão a olhar para nós!

-Ai estão? Então vamos lhes dar um motivo para olhar.

-Como?

A Lia aproximou-se de mim, lentamente e beijou-me o pescoço, seguido de um bate-chapas.

- Lou, ainda estão a olhar para nós?

-Ah, sim. Já estou refrescada por isso acho que vou ver se já é para comer.

-Também vou contigo. – deu-me a mão

Tudo isto acontecera tão rápido o beijo, fora bom. Ela não disse nada a cerca disso. Nunca fui beijada daquele geito, e ela quando me dá a mão parece que estamos juntas desde sempre.

-Em que estás a pensar Lou?

-Em nada. Em tudo, bem não sei. – dei um beijo na face á Lia, ela sorriu

-Se eu podesse ficava aqui contigo para sempre.

-Eu não posso fazer isto! Tenho que ir!

-Lou não estamos a fazer nada de anormal!

-Ai não? Tu e eu!? Duas raparigas a se beijarem, a ter ligações.

-Estás a stressar sem ser preciso.

-Eu não posso gostar de raparigas!

-Que rapariga é que gostas?

Sai da beira da Lia sem olhar uma única vez para tras.

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