Akward – 1º
Estava num dos balneários da escola, elas estavam noutro á minha frente, completamente nuas, a acariciarem-se e a dar beijos não sei dizer se isso me excitou ou se me meteu nojo. Talvez um pouco dos dois. Uma das raparigas era do 10ºA a outra era do 11º não sei de que turma, mas reconhecias, ambas eram muito bonitas. Não conseguia parar de olhar. Até que uma delas viu-me e veio ter comigo.
-Ola eu sou a Jessie e tu quem és?
-Aaaaa… - não conseguia prenunciar o meu nome.
-Ok! Se eu espiasse alguém também não diria o meu nome.
-E eu sou a Liz. – chegou-se perto de mim, fez-me uma festa na cara e depois beijou-me nos lábios. Por estranho que tenha parecido eu gostei.
-Anda Liz! Esta quase a tocar para o intervalo.
-Vai indo eu já te apanho.
-Ok.
-Então qual é o teu nome?
-Michele.
-Michele bonito nome. Vemo-nos na aula.
-Oque?
Ela não me respondeu apenas saiu de la e foi se vestir, aquele beijo fora intenso. Também me fui vestir e depois fui para a aula, quando lá chegei reparei que estava muito barulho mesmo com a stora la, e depois vi que a Liz estava aqui, na minha sala com a minha turma. Sentei-me. Ela sentou-se á minha beira.
-Olá Michele estava a ver que não vinhas.
-Porque estas aqui?
-Porque apetece-me estar aqui.
-Aqui na minha turma. Porque estás?
-Mudei de curso vim agora para línguas e humanidades mas era de ciências socioeconómicas.
-Ah. Então a rapariga que estava contigo no balneário é tua namorada?
- A Jessie? Não. Somos apenas amigas
-Asserio? Tu beijas todas as amigas que tens?
-Sim, basicamente. Beijei-te não foi?
-Mas tu não me conheces! Não somos amigas.
-Mas podemos ser! Acho que se nos conhecêssemos íamos nos dar bem. Sabes, eu conheço-te, já te vi muitas vezes na escola. Tu és extremamente bela.
-Brigada. Eu penso o mesmo de ti. Mas voltando ao assunto inicial, porque é que vieste para a minha turma?
-Porque o meu namorado é desta turma.
-Teu namorado? Quem é ele?
-João Carlos. Esta ali com aquela rapariga.
-Ah a Andreia. Não ficas com ciúmes, de o veres com outras raparigas?
-Nem por isso. Ele tem as suas amigas eu tenho as minhas.
-Depois desta aula, na hora de almoço, queres vir comigo ao café?
-Desculpa, mas vou tar com o meu namorado a essa hora.
-Tens namorado?
-Yap. Chama-se Ricardo é do 11ºB. Cunheces-lo?
-Nem por isso.
-Ah.
-Ok.
-Michele! Está numa aula ou no recreio? – Disse-me a stora com voz de autoritária.
Queria falar com ela mas não sabia o que dizer. Nós não nos conhecíamos, começamos a falar e agora parecemos amigas. Ela tem namorado mas mesmo assim beijou a Jessie e beijou-me a mim ainda não sei porque. Se um impulso ou o quê. Mas este pensamento continuava na minha cabeça. Quando me beijou senti-me possuída. Por o mais belo sentimento do mundo, o amor.
-Em que estas a pensar?
-Em nada.
-Não sei se acredito. –sorriu-me e eu fiquei derretida
-De onde conheces a Jessie?
-Bem ela é a minha melhor amiga desde o infantário. Crescemos juntas. Somos inseparáveis, íamos a concertos juntas, comíamos gelado, íamos ao cinema e outras coisas.
-Eu também já tive uma melhor amiga assim, mas depois ela mudou de casa e de escola, e nunca mais nos vimos
2º Capitulo
Estava agora na igreja para a missa de catequese e como cheguei um pouco depois da hora marcada (8:30) já não havia quase nenhuns bancos. Avistei de trás um banco com um lugar, foi quando me aproximei para me sentar. Depois de me sentar reparei que quem estava á minha beira era a Amy uma rapariga da minha escola. Era do 10º ano como eu, apenas a conhecia de vista, já olháramos uma para a outra, intensamente, mais do que uma vez. Mas nunca estivéramos juntas, num sítio como este.
-És a Michele não és?
-Sou. –como é que ela sabia o meu nome?
Não me disse mais nada, também não se costuma falar nas igrejas, só as beatas, em que sussurram o que falam. Olhava de vez em quando para o corpo dela. As suas pernas, as coxas, os pés, as mãos, a cintura, o rosto e o seu cabelo. Certas vezes eu tinha a sensação, de que ela estava a olhar para mim. Quando o padre declarou a missa acabada, fui ter com o meu catequista.
-Catequista não estive lá a frente porque não havia lugares lá a frente.
-Esta bem, o que importa é que estiveste presente.
-Xau.
Saí da igreja, fiquei á porta dela. Á espera da minha boleia. Mas como estava a demorar fui dar uma volta por fora da igreja e vi a Amy a fumar um cigarro. Não fazia ideia de que ela fumava. Aproximei-me dela, não sei porque mas fi-lo.
-Queres um?
-Eu não fumo. Mas ta bem podes me dar um, quis sempre experimentar.
- Pega! –deu-me um e puz na boca e ela acendeu-me, engasguei-me
- Ahahahah. Respira. Tenta que o ar vá para dentro de ti.
- Muito melhor Amy!
- Como sabes o meu nome?
- Tu sabes o meu, eu sei o teu.
- Como vais para casa?
- Estava á espera que o meu pai me viesse aqui buscar, mas acho que ele esqueceu-se.
- Se quiseres eu posso-te dar boleia.
- Asserio? Gostaria muito, se não te importares e não tiveres mais que fazer.
- Não tenho acredita em mim. És de que turma?
-10ºH, e tu?
- 10º A.
- És da turma da Liz? Quer dizer eras.
- Sim, nós somos bastante amigas.
- Ela é agora da minha turma. Bem a primeira impressão que tive dela foi estranha.
- Estranha? Como assim?
- Esquece!
- Uau! Esta bem.
- Esta ali o meu pai! Acho que já não vou precisar de que me dês boleia, mas obrigada por tudo. Depois quando nos virmos na escola se precisares de alguma coisa, vem falar comigo.
- Brigada e isso serve também para ti. –demos dois beijos na bochecha
3º Capitulo
Fui ao cinema com a minha turma. Não foram todos porque alguns já tinham gasto a mesada e outros já tinham um compromisso marcado. Mas por enquanto estava a correr tudo bem. Estava a beira da Marisa e do Chico, quando dei por mim não estava a ver o filme estava a ver as pessoas que estavam neste mesmo cinema. Vi uns 12 casais jovens de 17 e 18, ou 15 e 16. Até que vi a Joana mais a frente com um gajo, mas como estavam abraçados deviam ser namorados. A Joana era a minha Melhor amiga desde sempre, so que ela mudou de casa á 2 anos, no primeiro ano ainda íamos fazendo algumas coisa, falar marcar encontros, no segundo ano quase não nos falamos porque ambas estávamos ocupadas.
Ela agora estava ali e eu não sabia o que fazer, estava meia assustada e também entusiasmada. A muito tempo que eu não a via.
- Mika que se passa?
- Nada, nada!
- Se tu o dizes.
- Olha, eu vou á casa de banho.
E assim o fiz, quando chegei lá percebi que estava a ser seguida e olhei para trás e vi a Joana.
- Michele… -sorriu-me e beijou-me na face.
- Joana.
- Á que tempos, miúda! Não me ias dizer que estavas aqui, era?
- Estava a ganhar coragem Joan. Então quem é aquele gaijinho que estava contigo?
- Gaijão! Dis-me lá!? É o meu namorado Pedro Machado.
- Uau! Parece que estas mesmo feliz depois destes anos.
- Ele já o meu 4º namorado neste ano. Este é o que esta a dorar mais, claro que estou feliz! Tu não estas?
- Estou! -ironizei
- Não te ia dizer esta novidade agora, mas já que te encontrei aqui, digo-te agora. Eu vou me mudar outra vez de casa.
- Assério? Que bom para ti.
- Estas a ser uma grande estúpida Michele! Vou me mudar para a minha casa antiga, á beira da tua! Logo vou também para a tua escola. Mas se não quiseres eu mudo-me para outra escola.
- Desculpa mesmo, ainda não me recuperei bem desde que te foste embora, mas nem acredito que vamos ser outra vez vizinhas. Tive e tenho tantas saudades tuas.
- Não te preocupes, vamos matar as saudades quando estivermos juntas como agora. E tu que fazes aqui? Não estavas sozinha pois não?
- Não eu estou aqui com a minha turma nova. Mas diz-me lá porque é que te vais mudar outra vez para a primeira casa?
- Esquece, não importa o motivo, importa é que vamos ficar outra vez juntas.
-Tens razão Joana.
-Vamos Michele. – Deu-me a mão
4º capitulo
Estava deitada na minha cama quase a dormir quando alguém entrou no meu quarto. Olho para a porta para ver quem era e raparo que é a Joana, ela estava também de pijama.
- Que se passou fofa?
- O Pedro acabou comigo! –disse-me aquilo com os olhos ainda molhados de tanto chorar.
-Anda cá. –dei-lhe um abraço
- Posso dormir aqui hoje contigo? Não quero ficar sozinha.
- Claro que podes! Disseste á tua mãe que tavas aqui?
- Sim M.
Ainda deitada na cama, chamei-a para se deitar á minha beira. Deitamo-nos as duas, agarradas, quando a Joana me deu a mão lembrei-me de todas as vezes em que demos as mãos. O quanto eu gostava de o fazer, o Luis costumava ficar com ciúmes quando nos via as duas muito juntinhas. O Luis foi o meu primeiro namorado, ele custumava dizer “Apenas és minha e de ninguém mais”, a J não gostava de o ouvir dizer isso.
- Lembras-te do Luís?
- Claro que sim ele era insuportável.
- Eu gostava dele.
- Eu sei, ele foi teu namorado, Mi.
- Ainda não percebi porque é que nunca gostavas dele. Agora que só estamos aqui as duas, diz me lá.
- Bem ele também não gostava de mim, portanto.
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