quinta-feira, 21 de junho de 2012

True Love or not - 3ª

                        1º Capitulo
Aqui estava eu sentada num dos muros á beira do campo de futebol e do ginásio na escola. Estava sozinha, raramente estou acompanhada, não tenho amigos nesta vidinha de escola. Eu fui transferida de Fermentões para aqui, contrariada. No campo de futebol estavam para ai umas 6 raparigas sentadas em rodinha, não sei a fazer o quê. Peguei no meu caderno de rascunhos e desenhei-las, em rodinha. Pois não sabia o que fazer, ainda faltava 40 minutos para as 15:00 horas e as 15:15 tinha Formação Cívica. Uma das raparigas que estava no campo veio na minha direcção.
- Eu e as minhas amigas estamos a jogar a verdade ou consequência e calhou-me a mim ter que beijar alguém fora do nosso círculo e como só te estou a ver a ti e aquele rapaz que é um autêntico tótó escolhi-te. Posso te beijar?
Não disse nada, apenas encolhi os ombros e ela beijou-me logo. Deixou-me inerte, só as amigas dela, é que nos viram, se não pensariam que eu era Lésbica ou bissexual. Aquele beijo afectara-me imenso, não só por ela e eu sermos raparigas mas porque eu acabei por gostar do beijo. De acordo com a bíblia isto é errado e proibido, mas o que é proibido é o que sabe melhor/o mais apetecido. Arrumei o caderno, pu-lo na mochila e sai dali. A rapariga que me beijara ainda estava á minha beira, mas não me fez diferença pois sai de lá. Ela também não me disse mais nada. Fui para á beira do piso 5, onde eu ia ter aulas e coloquei os fones como mp4. Olhei para tudo, á minha volta, via 2 casais de namorados.
-Teresa, quando é que vais parar de me fugir?
-André! Que queres?
-Quero-te a ti e só a ti. És a minha vida, o meu amor.
-Para já disse que não gosto de ti! Tenho de ir.
-Não vou desistir, serás sempre o meu amor. Nunca vou desistir.
                  2º Capitulo – Casamento
A minha mãe ia se casar hoje, depois do divórcio com o meu pai ela ficou quase deprimida, mas agora ela encontrou o amor outra vez. Estou feliz por ela. O casamento é as 2:00. Quando ela for para a lua-de-mel, eu vou ficar na casa da sua melhor amiga, que tem uma filha da minha idade. A minha relação com o Ricardo (noivo da minha mãe) é óptima, é como se ele fosse o meu pai. O meu pai biológico abandonou-me a mim e a minha mãe.
Já era madrugada o casamento já tinha passado todo, fui despedir-me da minha mãe (Ana), do Ricardo e fui embora com a Susana (Melhor Amiga da minha mãe desde o liceu).
-Sabes eu sei que não nos conhecemos muito bem, mas a Ana (minha mãe) precisa de ter um momento dela e do Ricardo.
-Eu sei e não me importo de ficar consigo.
 -Sabes a minha filha anda na tua escola. Chama-se Ana Luísa.
-Ah.
-Ela esta no quarto vai lá ter.
A casa era grande, na sala havia uma lareira bem grande, subi as escadas eram feitas de pedra depois bati numa porta de dizia Lou.
-Pode entrar. -e assim o fiz entrei no quarto.
-Eu sou a filha da …
-Tu? Ainda não sei o teu nome. – sorriu-me
Não consegui dizer nada. Ia sair do quarto dela quando ela me agarra num braço com delicadeza, senti mais uma vez o seu cheiro.
-Espera. Fica, a minha mãe ofereceu-se para tu ficares aqui, portanto fica, por favor. Eu sou a Lou. Como te chamas?
-Tens razão. Sou a Teresa. Não sabia que tu eras a filha da Susana.
-E, eu não sabia que eras a filha da Ana. Estamos quites.
Eu não sabia o que lhe dizer, ela fora a rapariga que me beijara. Estava super nervosa, não sabia o que fazer era 2:30h. Tinha sono mas onde ia eu dormir?
-Então como ainda estas acordada?
-Estava ao telefone com o meu namorado. Kevin do 12ºC. Conheces?
-Nem por isso.
-Nós temos de falar!
-Nós estamos a falar.
-Do beijo, tu não me disseste nada. Foi assim tão mau!? E fugiste de mim como se fosse um bicho.
-Não foi mau. Mas eu não tou habituada a ser abordada daquele jeito. Tu surpreendeste-me, nunca pensei em ser beijada por uma rapariga.
-Não foi mau? Assério? Ninguém gosta de ficar sozinha por muito que digam que gostam.
-Vou te contar um segredo. Já beijei muitas pessoas, acredita, mas tu foste diferente, deixaste-me diferente a pensar o que tinha feito, quando te beijei eu senti alguma coisa.
-Eu não sou lésbica ok?
-Eu também não, mas … Por favor eu preciso de confirmar se foi na minha cabeça ou que
-Okay, mas agora apenas estou aqui eu e tu.
Aproximou-se de mim, tocou-me no cabelo e beijou-me suavemente nos lábios, meteu um bocado de língua, e tal como a primeira vez eu gostara realmente, só que não ia admitir nada.
-Então como foi?
-Estou com sono Tess.
-Tess? Nunca ninguém me tinha chamado isso mas até gosto. Também tenho sono, mas onde é que vou dormir?
-Aqui!
-E onde tu vais dormir?
-Aqui. Acho que cabemos aqui as duas, desculpa mas não tenho mais colchões.
-Ah, esta bem.
Entrei na cama, fiquei no lado esquerdo a Lou ficou no lado direito da cama. Ficamos encostadas ela despiu-se á minha frente e eu não conseguia desviar o olhar, vestiu uns calções e uma t-shirt. Ela era loira como a mãe. Eu sentia-me atraída por ela.
-Vais dormir de vestidinho?
-Não.
Sai da cama, pedi-lhe para me descer o Zip, tirei o vestido. Ela também não me tirou os olhos, fiquei em cuecas, sutien e saltos altos. Ela foi ao guarda-vestidos e trouxe-me uma das suas camisolas.
-Tess!?
-Sim Lou?
-Nada, nada. Boa noite.
-Boa noite sonhos rosa.
No dia seguinte quando acordei lentamente, abri os olhos e á minha frente estava a Lou apenas com umas cuecas vestidas e com uma toalha a secar os cabelos ela estava de costas para mim. Acho que tomara banho, fiquei a olhar por uns bocados, as costas dela eram perfeitas. O jeito como ela pôs o sutien foi sexy.
-Bom dia.
-Desculpa, não te queria acordar. Tomei um banho. Se quiseres também tomar um eu arranjo te uma toalha. Olha, eu vou sair com o meu namorado depois de comer, vens certo?
-Ir eu? Contigo? Fazer de velinha nem pensar.
-Chama também o teu namorado.
-Não tenho.
-Desculpa. Namorada?
-Ahahahahah! Não. És engraçada sabias? – a Lou ainda só com a t-shirt vestida aproximou-se de mim, o que me pôs nervosa, e deu-me um beijo na bochecha. Acho que corei.
-Então eu cancelo com o Kevin e fico aqui contigo, podemos ver um filme ou fazer qualquer coisa.
-Nem penses! Vai e diverte-te eu fico bem aqui.
-Não adianta, eu não vou-te deixar sozinha. Que achas desta camisola?
-Ah não sei.
-Tens razão, também não gosto.
-Mas eu não disse nada.
Despiu-se mais uma vez, tirou a t-shirt e jogou-a para o guarda-vestidos toda engelhada, e depois veio ter ao meu encontro perto da cama. Porque já tinha saído da cama. Não estava a aguentar, ela estava-me a provocar, semi-nua.
-Para!
-Com o que?
-De andares ai toda nua!
-eu não tou nua mas… -equanto prenunciava estas palavras tirou o sutien
Tentei não olhar mas ela tinha um corpo magnífico. Quando dei por mim estava a aproximar-me dela, ela estava de costas. Toquei-lhe nas costas que fez com que ela se virasse. Vi os seus mamilos e acariciei-os, ela meia que estava a gostar pois fazia sons excitantes/provocadores. Tirou-me a minha t-shirt e desapertou-me o sutien, estávamos ao amasses (beijos e abraços). Fomos para dentro da cama. Ela estava deitada em cima de mim. Ela provocara-me orgasmos, nunca tivera tão envolvida com alguém.
-E se a tua mãe aparece?
-Ela de manha nunca esta em casa, sai sempre.
-Não pares com isso. –estava com a mão nas minhas partes intimas
-A!
Tinha a mão nos meus cabelos, estava meia a puxa-los. Quando acabamos, ficamos apenas deitadas ao lado uma da outra.
-Tu és boa Teresa! A minha mãe falou-me que ias ficar aqui a semana toda enquanto a tua mãe não vinha da lua de mel, é verdade?
-Sim, eu não queria mas a minha mãe disse que eu tinha de ficar!
-Ainda não queres? – Sorriu-me com cara de malandra.
-Não sei, eu não quero incomodar ninguém.
-Teresa não incomodas ninguém, és um doce! Apenas te fiz a pergunta por causa das aulas. Vais ter que vir comigo na minha mota.
-Tens mota? Que fixe, sempre quis andar de mota. Espero que o Kevin não fique com ciúmes. – Encostei-me a ela e dei-lhe um beijo no pescoço.
-E se ficar, paciência.
-Vais-lhe contar que nós …?
-Contar? Não há nada para contar. Isto é só nosso. Sabes Teresa, tu és especial, não devias andar tão sozinha por aí. Apartir de agora nunca mais vais ficar sozinha, nunca mais.
-Porque? Vais me arranjar um cão?
-Não vou-te arranjar algo bem melhor do que isso. Vamos-te arranjar um namorado.
-Namorado?
Não acreditei no que a Luísa estava a dizer, queria-me arranjar um namorado. Nos tivéramos aos beijos e isso não lhe significara nada.
-Olha Lou, afinal vou sair.
-Vais a onde? Posso ir contigo?
-Vou a um café qualquer e é melhor eu ir sozinha.
-Sozinha, não precisas de estar sozinha, já te disse. Eu vou contigo lá.
-Não!!!
-Ai não? – Tocou-me nas costas e beijou-me o braço direito e de seguida deu-me um beijo no rosto e nos lábios.
-Para! Se tens namorado para de me provocar. Xau e não venhas atrás de mim!
Fiquei de cabeção, ela não tem o direito de me persuadir deste modo. Provoca-me, mas tem namorado de que é que ela está a espera? Desci as escadas e fui para a sala, nem cheguei a sair da casa. Isto tudo não me entrava na cabeça ela e eu, eu e ela. Gostara do nosso primeiro beijo. Não achara que a iria ver mais e depois ela é filha da Susana a melhor amiga da minha mãe de longa data. Como é que é possível? Nós beijamo-nos sem necessidade e embora ela tenha namorado, continua a me querer beijar, não sei porque.

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