sábado, 16 de junho de 2012

Realidade

Continuava a ama-la como se nada fosse, mas a nossa relação tinha mudado para pior. Só discutíamos e não nos beijávamos, nem nos abraçávamos. Quando pedia dedicatórias ela escrevia sempre nelas que gostava de mim, mas continuava a demonstrar que me odiava. Tudo o que eu faça para ela está mal. Zangamo-nos e depois ela fala-me normalmente como se nada disso tivesse acontecido. Isso é o que me enerva nela. Fazer-me chatear e depois age como se nada fosse. A verdade é que as férias estavam a chegar e por muito que a minha turma estivesse constantemente a dizer que se ião encontrar, eu sabia que nada disso ia acontecer. Neste último dia houve mágoas tal como arrependimentos. Não quero esperar muito mais tempo para lhe dizer que amo-a. Como se diz a uma amiga que estamos apaixonados por ela? Eu não saberia, ainda por cima sou uma rapariga. Continuo a dizer que isto tudo não vale a pena.
Na minha cabeça/na minha mente, chego perto dela peço para falar com ela, separamo-nos das pessoas a nosso redor e finalmente quando estamos sozinhas eu digo-lhe “Patricia eu gosto muito de ti” ela diz “Também gosto de ti”, de seguida eu digo-lhe “Não é dessa forma que eu gosto de ti. Estou apaixonada por ti, ou talvez seja apenas atracção pelo que és. És a rapariga mais bonita que eu já vi”. Ela ficará sem palavras, mas ao acabar estas palavras sairei da beira dela e arranjarei um sitio parta me esconder.

Sem comentários:

Enviar um comentário