Desde pequena que soube que era diferente das outras raparigas. Enquanto elas se socializavam rápido e criavam laços. Eu demorava meses ou anos para fazer uma amizade. No 4º ano perdi a minha melhor amiga, ela era minha vizinha. Os pais dela, mais apropriadamente a mãe e o padrasto trabalhavam no café á minha casa e ela morava numa das vivendas em que eu murava. Quando ela se mudou, tudo se desmoronou para mim, perdi-a. Não me tinha apercebido que ela era especial até perde-la. Foi com ela que eu brincava e que fazia as coisas mais estapafúrdias que me viessem á cabeça. Aprendi muito com tudo isto, que «Devemos dar graças a tudo que temos»
No meu 6º ano um rapaz da minha turma, M, disse que estava apaixonado por mim. Eu achava que também estava por ele. Mas quando o conheci melhor não quis mais nada com ele, simplesmente já não sentia mais nada com ele. E foi neste ano que comecei realmente a amar uma rapariga, a T. Ela era uma espécie de gótica e sexy. Nesse mesmo ano havia a moda de dar palmadas nos rabos das raparigas. Isso era uma moda de rapariga para rapariga, assim eu poder-lhe-ia apalpar o rabo sem que desse muita bandeira que gostava dela. Pensei muitas vezes na T, em lhe beijar nos lábios. E ao decorrer dos anos fui apreciando raparigas, nunca disse a ninguém que gostava de garotas da mesma forma como gostava de garotos até ao meu 10º ano.
No 3º período, no decorrer dos meses senti que tinha que dizer às minhas amigas que eu gostava de raparigas. Que neste preciso momento gostava de uma rapariga especial. Ela é daquelas raparigas muito femininas, que jamais se interessaria por mim. Disse a 5 das minhas amigas. A primeira foi a S, a segunda foi a M, a terceira foi a L e a quarta foi a C. A M disse que eu podia estar a confundir uma amizade com algo mais e a L disse que isto podia ser uma fase. Mas que fase? Gosto de raparigas desde pequena.
Há dias em que me sinto capaz de conquistar o mundo, mas há outros dias em que sinto que não sou ninguém. Todas as vezes que eu olhava para a rapariga que amo, P, sofria mais e mais porque eu sabia exatamente que não a podia ter. No decorrer do ano 2011 para 2012 pensei que a tinha mesmo esquecido, mas os sentimentos voltaram todos no decorrer do período. Eu e a P nunca fomos grandes amigas mas no 2º período dávamos abraços e beijos na face, pelo menos ela dava-me. Eu continuo tímida e envergonhada, já recebi inúmeros conselhos da S para não ser mais, mas isso não é assim tão simples. A pessoa que me dificultava o caminho para a P era o T porque ele também gosta dela. Ele sempre a abraçava e beijava mais do que eu.
28 De abril de 2012

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